Inerte olha
calçada cheia de flores lilases
denunciando fim de estação
o agasalho nos ombros
a incerteza de chuva
no bolso lista de compras
na cabeça uma música desconhecida
e nenhum desejo
de encarar a rua
terça-feira, 13 de maio de 2008
Missa de corpo presente
Quando o vento
fez as calças
dançarem no varal
ela soube
que era momento
de arrumar o quarto
para a ausência
de abrigar a solidão
nos bordados
nos olhos apagados
na asfixia
da espera
por quem não vem.
fez as calças
dançarem no varal
ela soube
que era momento
de arrumar o quarto
para a ausência
de abrigar a solidão
nos bordados
nos olhos apagados
na asfixia
da espera
por quem não vem.
Enfado
Caiu do invisível
hora falecida
morta pelo tédio
que se retém
no meu vagar
de estar à toa
de ser alheia
ao tempo
palpável
sorrateiro...
hora falecida
morta pelo tédio
que se retém
no meu vagar
de estar à toa
de ser alheia
ao tempo
palpável
sorrateiro...
Fragmentos de dia
A primeira parte
fora esquecida
na preguiça do vento
que não comparecia
deixando a tarde
perdida
No topor sonâmbulo
das 15 horas
na lânguidez
da sesta
sobre a colcha
indiferente, branca.
fora esquecida
na preguiça do vento
que não comparecia
deixando a tarde
perdida
No topor sonâmbulo
das 15 horas
na lânguidez
da sesta
sobre a colcha
indiferente, branca.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
O verbo haver
Haveria, na arrebentação, uma carta?
Haveria, nos riscos de chuva, um novo post?
Haveria, no vapor do banho, noticias suas?
Haveria, nos riscos de chuva, um novo post?
Haveria, no vapor do banho, noticias suas?
domingo, 13 de janeiro de 2008
Prateleira
Daqui eu vislumbro
Tomos
Sérios, imóveis,
Abertos: mundos
Daqui eu elenco
Títulos singulares
Que muitas vezes
Serviram de lar
para essa alma tonta
vagando sem bussóla
e me lembro
de notas da arrebentação...
que mais depois disso?
O vendedor de passados
cinza das horas...
poesia do menos
e rio baixo
penso alto
que ninguém está condenado
quando se tem pela frente um livro
afinal de contas
o preço da liberdade
é a solidão
e não se enlouquece
pois existem páginas
onde nada se perde
tudo se salva
assim mesmo
na arrebentação...
Tomos
Sérios, imóveis,
Abertos: mundos
Daqui eu elenco
Títulos singulares
Que muitas vezes
Serviram de lar
para essa alma tonta
vagando sem bussóla
e me lembro
de notas da arrebentação...
que mais depois disso?
O vendedor de passados
cinza das horas...
poesia do menos
e rio baixo
penso alto
que ninguém está condenado
quando se tem pela frente um livro
afinal de contas
o preço da liberdade
é a solidão
e não se enlouquece
pois existem páginas
onde nada se perde
tudo se salva
assim mesmo
na arrebentação...
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