Haveria, na arrebentação, uma carta?
Haveria, nos riscos de chuva, um novo post?
Haveria, no vapor do banho, noticias suas?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Prateleira
Daqui eu vislumbro
Tomos
Sérios, imóveis,
Abertos: mundos
Daqui eu elenco
Títulos singulares
Que muitas vezes
Serviram de lar
para essa alma tonta
vagando sem bussóla
e me lembro
de notas da arrebentação...
que mais depois disso?
O vendedor de passados
cinza das horas...
poesia do menos
e rio baixo
penso alto
que ninguém está condenado
quando se tem pela frente um livro
afinal de contas
o preço da liberdade
é a solidão
e não se enlouquece
pois existem páginas
onde nada se perde
tudo se salva
assim mesmo
na arrebentação...
Tomos
Sérios, imóveis,
Abertos: mundos
Daqui eu elenco
Títulos singulares
Que muitas vezes
Serviram de lar
para essa alma tonta
vagando sem bussóla
e me lembro
de notas da arrebentação...
que mais depois disso?
O vendedor de passados
cinza das horas...
poesia do menos
e rio baixo
penso alto
que ninguém está condenado
quando se tem pela frente um livro
afinal de contas
o preço da liberdade
é a solidão
e não se enlouquece
pois existem páginas
onde nada se perde
tudo se salva
assim mesmo
na arrebentação...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Aurora
Nada de vento
Ele se esqueceu
Céu chumbo
Quintal desabitado
Pipi de gato
Imitam presença
Na casa
Que parece
Dormir
Ele se esqueceu
Céu chumbo
Quintal desabitado
Pipi de gato
Imitam presença
Na casa
Que parece
Dormir
domingo, 9 de dezembro de 2007
Pede Cachimbo
Domingo
E se acorda tarde
Se toma um café esquecido
Aguado pela espera
E se lê o jornal
Com a preguiça
E o cansaço
De quem dormiu demais
As notícias intragáveis
Contrariam o dia
De céu limpo
De vizinhança quieta
E sutilmente
Entra por essa janela
O perfume
Que só hoje aparece
Frango assado
E quem sabe, maionese
Dia besta
Tedioso
A cadela se coça
A gata se lambe
E eu
Trago na boca
O gosto intricado
De cabo de guarda-chuva!
E se acorda tarde
Se toma um café esquecido
Aguado pela espera
E se lê o jornal
Com a preguiça
E o cansaço
De quem dormiu demais
As notícias intragáveis
Contrariam o dia
De céu limpo
De vizinhança quieta
E sutilmente
Entra por essa janela
O perfume
Que só hoje aparece
Frango assado
E quem sabe, maionese
Dia besta
Tedioso
A cadela se coça
A gata se lambe
E eu
Trago na boca
O gosto intricado
De cabo de guarda-chuva!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Mormaço
Bem no meio da quarta-feira
Desagua nuvens
Inesperado.
Não há brisa
Nem calor
Ficamos todos
Em estufa
Mas não somos
Propriamente
Begônias
Desagua nuvens
Inesperado.
Não há brisa
Nem calor
Ficamos todos
Em estufa
Mas não somos
Propriamente
Begônias
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Cortina desbotada (originalmente em 19/01/07)
Briga na sala
Armas verbais
E golpes ferozes
Que sangraram
A discussão descabida
Armas verbais
E golpes ferozes
Que sangraram
A discussão descabida
domingo, 2 de dezembro de 2007
Percursos (ou Vestígios de um amor)
Chega até aqui
O aroma do alho
Que anuncia
Enquanto doura
O almoço de domingo.
Chega até aqui
Um dos gatos
Da casa
Que olha lânguido
Enquanto espera
O almoço que não terá.
Chega até aqui
O perfume de roupas
Estáticas no varal
Que denunciam
Enquanto aguardam vento
Presenças na casa.
Chega até aqui
Uma saudade obcena
De amanhecer perto de ti
Enquanto o resto do mundo
Procurava pelo mesmo...
O aroma do alho
Que anuncia
Enquanto doura
O almoço de domingo.
Chega até aqui
Um dos gatos
Da casa
Que olha lânguido
Enquanto espera
O almoço que não terá.
Chega até aqui
O perfume de roupas
Estáticas no varal
Que denunciam
Enquanto aguardam vento
Presenças na casa.
Chega até aqui
Uma saudade obcena
De amanhecer perto de ti
Enquanto o resto do mundo
Procurava pelo mesmo...
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